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Filmagem com drone: quanto custa e o que conferir antes de contratar

Mãos segurando o controle de um drone, com a tela mostrando a vista aérea de uma fazenda.

Uma "hora de drone" quase nunca é uma hora no ar. A bateria rende de 20 a 30 minutos, e no resto do tempo o piloto espera o momento certo, troca bateria ou muda de lugar. Antes de comparar preço, pergunte quantos minutos de imagem vêm, e se vêm editados.

Os preços coletados em outubro de 2026 vão de R$ 300 a R$ 8.000. Na ponta de baixo fica um voo curto de evento, sem edição; na de cima, um empreendimento com vídeo pronto. Mapeamento de área grande e produção de cinema passam disso.

Quanto custa, por tipo de serviço

ServiçoComo se cobraFaixa (outubro de 2026)
Diária com pilotopor diade R$ 600 a R$ 8.000
Imóvel residencialpor imóvelde R$ 300 a R$ 1.200
Imóvel de alto padrãopor imóvelde R$ 1.200 a R$ 3.000
Empreendimento ou loteamentopor projetode R$ 2.000 a R$ 8.000
Evento (drone avulso)por eventode R$ 300 a R$ 8.000
Acompanhamento de obrapor visitade R$ 900 a R$ 2.500
Mapeamento de terrenopor hectarede R$ 40 a R$ 90

No evento, a distância entre piso e teto tem explicação. Os pacotes simples, de R$ 300 a R$ 1.500, são uma ou duas horas no local e o material bruto (sem edição). Os completos, de R$ 2.800 a R$ 8.000, ficam do começo ao fim e entregam fotos e vídeo editado. Com o drone dentro do pacote de filmagem do casamento, o conjunto costuma ficar entre R$ 3.500 e R$ 6.000 (o que mais entra nessa conta está em quanto custa a filmagem de casamento).

Na obra, o contrato mensal fica de R$ 2.000 a R$ 8.000. No mapeamento, o hectare sai mais barato quanto maior a área; até 5 hectares, de R$ 800 a R$ 3.000.

Como se cobra

  • Por hora de voo: raro em evento, e o valor muda muito de um piloto para outro. Confirme se é hora no ar ou hora de presença.
  • Por evento: o mais comum em casamento e festa. O pacote diz quantas horas cobre; passou disso, entra a hora extra, de R$ 150 a R$ 400.
  • Por diária: comum em vídeo de empresa com momentos espalhados pelo dia (chegada, almoço, saída). O drone sobe poucas vezes, porque a bateria limita, mas o piloto fica o dia à disposição.
  • Por imóvel: para anúncio de venda ou aluguel. Combina com as fotos do chão (veja fotografia de imóveis).
  • Por visita: na obra, com a mesma rota e os mesmos pontos a cada mês, para comparar o avanço.
  • Por hectare: no mapeamento, que entrega um mapa ou um modelo 3D, não um vídeo.

O que muda o preço

  • Edição. É o que mais separa um degrau do outro: editar, acertar a cor e pôr trilha pode levar várias horas, mais do que o voo. Pergunte se a edição está no preço ou é cobrada à parte.
  • Câmera. Drone com sensor maior e entrega em 4K (alta resolução) custa mais do que um pacote em HD (resolução menor, comum em vídeo de rede social).
  • Horas e momentos cobertos. Só a saída dos noivos custa menos do que chegada, saída e festa.
  • Deslocamento. Há quem inclua e quem cobre à parte; fora da região, entram combustível, pedágio e às vezes hospedagem.
  • Autorização em área restrita. Perto de aeroporto ou heliponto, o pedido pode levar dias, e a resposta pode ser não.
  • Data. Em dia útil ou em meses de menor procura, há quem dê desconto.
  • Prazo curto e área grande. Entrega para amanhã e terreno de muitos hectares sobem a conta.
  • Lugar fechado. Em galpão ou salão apertado, o risco de bater e perder o drone é maior, e há pilotos que cobram mais por isso.

O que conferir antes de fechar

O aparelho e as regras estão explicados em drone. Aqui vai o que pedir ao piloto.

  • Cadastro na ANAC. Drone com mais de 250 g precisa estar cadastrado, com o número visível no aparelho (RBAC nº 100, Resolução ANAC nº 805).
  • Qualificação do piloto. O RBAC nº 100 exige exame teórico da ANAC, dispensado até 31 de dezembro de 2026 (Resolução ANAC nº 805). Até lá, peça trabalhos parecidos com o seu.
  • Seguro contra danos a terceiros. Obrigatório acima de 250 g. Peça a apólice ou o certificado. Drone de até 250 g (peso em voo, com bateria e acessórios) segue a Resolução ANAC nº 806 e fica dispensado de cadastro e seguro pela ANAC, desde que voe à vista e dentro dos limites dela, como a altura máxima. Para pedir o voo ao DECEA, porém, o drone precisa estar cadastrado no sistema da ANAC: pergunte se o piloto já fez isso.
  • Pedido de voo. Pela ICA 100-40 do DECEA, o voo ao ar livre precisa de autorização no sistema SARPAS, inclusive com drone de até 250 g. No caso comum, o pedido pode ser feito com 30 minutos de antecedência, o que não garante a autorização; em alguns casos, como certas operações em área restrita e o aerolevantamento, o prazo é de dias.
  • Homologação da Anatel. O drone e o controle precisam do selo antes do uso.
  • Plano se o tempo não deixar voar. Vento forte, chuva ou veto do local: outra data, desconto ou mais tempo de câmera no chão. Por escrito.

Se não voar, quem paga?

Depende do motivo e do contrato. Se o voo ficou impossível sem culpa de ninguém (uma ventania, por exemplo), o Código Civil diz que a obrigação se desfaz (art. 248), e quem prestaria o serviço não responde por prejuízo de caso fortuito ou força maior, a não ser que tenha assumido isso (art. 393). Se não voou por falha do piloto, como esquecer o pedido de voo ou levar bateria de menos, ele responde por perdas e danos (art. 248).

Na prática, ajuda muito ter a cláusula escrita: quanto volta, se há nova data, em que prazo. Mesmo escrita, ela não pode deixar você em desvantagem exagerada (CDC, art. 51), e serviço que não foi prestado não vira cobrança automática. Em caso concreto, procure o Procon ou um advogado.

Preço baixo demais

Seguro, baterias de reserva e um drone que aguenta vento custam (o cadastro na ANAC é gratuito), e isso entra no preço. Um valor muito abaixo do resto costuma vir de um destes pontos: material bruto, sem edição; poucos minutos de voo; drone pequeno, de até 250 g, que é legal e dispensa cadastro e seguro; ou papelada que não existe. Os três primeiros podem servir ao que você precisa. O último não.

Antes de contratar, pergunte

  1. A hora é de voo ou de presença? Quantos minutos de imagem vêm?
  2. Vem editado ou bruto? Em HD ou em 4K? Só as imagens aéreas ou o vídeo pronto, com cenas do chão?
  3. Quais cenas entram? Diga antes o que importa (a entrega das alianças, a piscina, a área comum), para não faltar na entrega.
  4. O deslocamento está no preço?
  5. O drone tem cadastro na ANAC e seguro? Posso ver os dois?
  6. Quem pede a autorização do voo, e com quanta antecedência?
  7. Se não puder voar, o que acontece com o valor?
  8. Qual é o sinal, e quando se paga o resto?

Nosso conselho: compare minutos de imagem pronta, não horas. E só feche com o plano de chuva escrito no contrato.

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