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Vídeos para redes sociais: quanto custa o pacote mensal e o que vem nele

Celular num tripé de mesa e um ring light aceso, apontados para o balcão de um café vazio.

Um pacote mensal de vídeos curtos para a empresa custa de R$ 600 a R$ 16.000 por mês. Com 4 a 8 vídeos, já com roteiro, gravação e edição, a maior parte fica entre R$ 600 e R$ 4.500. O número de vídeos engana: o que pesa é quantas vezes a equipe vai até você e quanto trabalho cada vídeo leva na edição.

Primeiro, o que é um reel

Reel (no plural, reels) é o nome que o Instagram dá ao vídeo curto e vertical, em pé, na proporção 9:16, para ver no celular com a tela inteira. Dura em geral de segundos a poucos minutos. Outras redes usam o mesmo formato.

Não confunda com social media: o videomaker entrega o vídeo pronto; o social media (quem cuida do perfil) planeja o calendário, posta, responde e mede os números. Há quem faça os dois, mas são serviços e preços diferentes. Quando o social media oferece gravação, ela costuma entrar como item à parte, com preço próprio.

Há também o criador de UGC (sigla em inglês para conteúdo gerado pelo usuário): uma pessoa grava um vídeo como quem usa o produto, e a sua empresa posta no próprio perfil. Ele vende o vídeo, não o público dele, e por isso costuma cobrar menos que um influenciador, embora direitos de uso e experiência mudem o valor.

As faixas

O que você contrataFaixa
Pacote mensal com gravação e ediçãode R$ 600 a R$ 16.000 por mês
4 a 8 vídeos por mês, com roteiro, gravação e ediçãode R$ 600 a R$ 4.500 por mês
Só edição, ou roteiro e edição (você grava)de R$ 500 a R$ 3.500 por mês
Vídeo avulsode R$ 300 a R$ 2.500 por vídeo
Diária de gravação, sem ediçãode R$ 350 a R$ 2.500

Preços coletados em outubro de 2026. O topo é de produtora com equipe, três diárias por mês e até 20 vídeos.

Pacote mensal ou vídeo avulso?

O pacote faz sentido para postar toda semana. A equipe grava vários vídeos de uma vez (a gravação em lote), e o preço por vídeo cai. Uma diária costuma render de 4 a 10 vídeos, conforme trocas de roupa e de cenário.

O avulso serve para um lançamento ou um teste. Completo, costuma ficar entre R$ 500 e R$ 2.000; só a edição, entre R$ 300 e R$ 700. Sai mais caro por unidade, mas sem compromisso mensal. É comum pagar metade no início e metade na entrega.

Vídeo curto não quer dizer barato. Um minuto pronto sai de vários minutos gravados, às vezes de horas, como na cobertura de um evento. E a edição cobra pelo trabalho, não pela duração.

O que costuma vir no pacote

  • Quantidade: um número fechado de vídeos, com duração máxima (há pacotes com limite de 1 minuto, outros de 1 minuto e meio).
  • Roteiro: o texto e a ordem das cenas. Nos pacotes menores, pode ser só uma pauta.
  • Gravação: uma ou mais idas por mês, de 3 horas a um dia. Em alguns pacotes, você mesmo grava, seguindo o roteiro.
  • Edição: cortes, cor, som e, nos maiores, animação de texto e gráficos.
  • Legenda: o texto na tela, para quem assiste sem som, ou o texto da postagem.
  • Trilha: música de banco, com licença.
  • Revisões: de uma a três rodadas de ajuste por vídeo.
  • Postagem: às vezes a equipe publica por você; às vezes o serviço termina na entrega do arquivo.

O que fica de fora

  • Gestão do perfil: responder mensagens, planejar o mês, medir resultado.
  • Anúncio pago: a verba vai direto para a plataforma, e gerenciar os anúncios pode ser outro serviço.
  • Extras: locução, segunda câmera, drone, modelo, viagem.

O que muda o preço

O que sobe o valor:

  • Gravações por mês. Cada ida da equipe é o item mais caro. Se você mesmo grava e manda o material, o pacote cai bastante.
  • Roteiro escrito do zero.
  • Edição: animação, cor trabalhada, efeitos.
  • Revisões e prazo apertado.
  • Uso em anúncio pago. Vídeo feito para rodar como anúncio, ou para a campanha de uma marca parceira, costuma custar mais que o vídeo do dia a dia do perfil.
  • Equipe e lugar: som, luz e direção a mais; estúdio ou vários lugares de gravação.

Celular ou câmera?

O celular atual dá conta de boa parte dos vídeos para redes, e há equipes que trabalham só com ele. O que decide é o que vai em volta: microfone sem fio, luz e apoio firme. Sem microfone externo, a voz chega longe e com o barulho da sala; veja por que em microfone de lapela. A câmera dá mais controle (foco, exposição) e troca de lente, para quem quer um padrão de imagem mais cuidado. Peça exemplos feitos com o mesmo equipamento.

Imagem de clientes e funcionários

O Código Civil (art. 20) permite que a pessoa proíba o uso da própria imagem para fins comerciais, com direito a indenização, se não houver autorização. Para a LGPD (Lei 13.709/18), imagem de pessoa identificável é dado pessoal. Colha uma autorização escrita de cada pessoa reconhecível, dizendo onde o vídeo vai passar e por quanto tempo. Para o funcionário, nosso conselho é um termo separado do contrato de trabalho. Em geral, quem colhe as autorizações é a sua empresa.

Fidelidade e multa

Contrato mínimo de três meses é comum, e há quem peça um ano. Antes de assinar, deixe escrito quanto custa sair no meio.

O Código de Defesa do Consumidor (art. 51, IV) anula a cláusula que põe o consumidor em desvantagem exagerada, e o Procon e a Justiça já entenderam que a multa de fidelidade deve ser proporcional ao tempo que falta. Mas a empresa que contrata vídeo para o próprio negócio nem sempre é tratada como consumidora. Fora do CDC, o Código Civil (art. 413) manda reduzir a multa excessiva ou a de contrato já cumprido em parte. Em caso concreto, procure o Procon ou um advogado.

Nosso conselho

Comece por três meses, com poucos vídeos, e veja se a empresa consegue aprovar roteiros no ritmo combinado: roteiro parado é vídeo pago que não sai. Se a ideia é apresentar a empresa por anos, e não aparecer toda semana, leia vídeo institucional vale a pena?.

Antes de contratar, pergunte

  1. Quantos vídeos por mês, com qual duração máxima?
  2. Quantas gravações por mês, e de quantas horas?
  3. A legenda é o texto na tela, o da postagem ou os dois?
  4. A trilha é licenciada para uso comercial? Por quanto tempo?
  5. Quantas rodadas de revisão estão no preço?
  6. A postagem está incluída? E os anúncios? Se o vídeo virar anúncio pago, o preço muda?
  7. Qual é o prazo mínimo do contrato e quanto custa sair antes?
  8. Posso usar os vídeos depois que o contrato acabar? Onde e por quanto tempo?

Setor de vídeo para empresas