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Foto de produto para loja online: quanto custa e o que muda o preço

Caixa de luz branca com uma caneca de cerâmica dentro, um celular num mini tripé e uma luz de LED ao lado.

A foto simples de produto, em fundo branco, custa de R$ 7 a R$ 80 por foto. O que mais pesa entre o piso e o teto é o volume: o piso costuma valer para quem manda muitas fotos de uma vez, na casa das centenas. Com poucos produtos, o preço por foto tende a subir, mas ângulos, material e tratamento pesam tanto quanto a quantidade.

As faixas

Tipo de fotoComo se cobraFaixa
Still em fundo brancopor fotode R$ 7 a R$ 80
Roupa em manequim invisível, 3 ângulospor peçade R$ 70 a R$ 150
Lifestyle (produto em cena)por fotode R$ 30 a R$ 150
Fotógrafo por horahorade R$ 80 a R$ 250
Diária com fotógrafodiade R$ 1.000 a R$ 2.500

Preços coletados em outubro de 2026.

Três tipos de foto, três preços

Still é o produto sozinho, em fundo branco ou neutro: a foto de catálogo. Feita em série, com a mesma luz para todos os itens, é a mais barata.

Lifestyle é o produto em uso: a caneca na mesa do café, a bolsa no ombro. Pede cenário, objetos de cena e, às vezes, direção de arte (alguém que pensa a cena). Sai mais cara: num dia cabem dezenas ou centenas de stills, mas poucas fotos produzidas.

Foto com modelo é comum em moda. O estúdio cobra por sessão, por hora ou por número de looks (as combinações de roupa), e o cachê de quem posa costuma vir à parte. Na rua, os mesmos looks levam bem mais tempo que no estúdio ou na loja, e o deslocamento entra no preço.

Como se cobra

  • Por foto: o mais comum no still. O valor cai em degraus conforme a quantidade, e muitos estúdios pedem um mínimo de fotos.
  • Por peça: comum em roupa. Em muitos estúdios, o preço já inclui três ou quatro ângulos.
  • Por hora ou por período: comum em lifestyle, em sessão com modelo e para quem tem muitos produtos de margem pequena. Meio período, de quatro horas, fica entre R$ 400 e R$ 1.250. Deixe escrito o limite: quantos produtos e quantas fotos de cada um. A sessão costuma render mais quando alguém da loja ajuda a limpar e trocar as peças.
  • Pacote: um número fechado de produtos e fotos. Dez produtos, com três fotos cada em fundo branco, saem de R$ 600 a R$ 2.000.

Há estúdio que aluga só o espaço, com luz e fundo, sem fotógrafo, por meia diária ou diária, com hora extra à parte. Pergunte o que entra no aluguel: flashes, fundo e quantas horas conta a diária.

O que sobe o preço

  • Número de ângulos. Frente, costas, lateral, detalhe da etiqueta, produto aberto ou em uso. Cada um é uma foto a mais: em roupa, só a frente costuma custar bem menos que o pacote com três ângulos.
  • Recorte e tratamento. O tratamento básico (ajuste de cor, brilho e contraste) costuma estar incluído. Montar um kit com várias peças ou trocar a cor para mostrar outra versão é edição à parte. Combine antes o nível de edição de cada foto: tratamento pesado que ninguém pediu vira cobrança e desentendimento. A foto precisa mostrar o produto como ele é: esconder defeito pode virar publicidade enganosa (CDC, art. 37).
  • Fundo transparente. O arquivo sem fundo (em PNG), para usar em montagens e anúncios. Alguns entregam junto; outros pedem aviso antes.
  • Produto que reflete. Vidro, metal polido, garrafa e joia refletem a luz e o próprio estúdio. Controlar o brilho leva tempo, em alguns casos horas numa foto só, e por isso joia, vidro e peça transparente costumam custar mais que o still comum. Em volume grande, semijoia simples pode sair perto do piso.
  • Roupa em manequim invisível. A peça é vestida num manequim, e o manequim some na edição, para a roupa parecer vestida e oca. Dá mais trabalho que a roupa estendida na mesa (o flat lay).
  • Foto 360. De 24 a 36 fotos do mesmo produto girando, para o cliente "rodar" na tela.
  • Envio do produto. Em geral, você manda as peças ao estúdio e paga a ida e a volta. Some o frete ao orçamento.

O que desce o preço: volume, um ângulo só, produto pequeno e opaco, prazo sem pressa.

A foto principal tem regra

Nos sites que reúnem vários vendedores (os marketplaces), a primeira foto do anúncio costuma seguir regras parecidas: fundo branco liso em boa parte das categorias, produto inteiro e sem encostar na borda, sem texto, logotipo, preço, selo ou marca d'água. Moda e casa costumam aceitar outros fundos. Uma grande plataforma de anúncios de produtos recomenda 1.500 x 1.500 pixels, vai exigir pelo menos 500 x 500 a partir de 31/01/2027 e proíbe texto promocional e logotipo posto na edição.

As regras mudam por categoria e por plataforma. Confira na central de ajuda de onde você vende antes de contratar, e passe ao estúdio o tamanho pedido.

Celular em casa ou estúdio?

O celular dá conta de poucos itens, pequenos e opacos. Com luz da janela, fundo branco e uma caixa de luz (light box, caixa de tecido que espalha a luz), chega perto do still de catálogo.

O estúdio compensa quando há muitos itens, quando o produto reflete, quando é roupa e quando o marketplace exige fundo branco puro. Ajuda pensar no custo por unidade: três fotos de um produto servem para todo o estoque daquele item.

Se o seu caso é imóvel, e não produto, veja fotografia de imóveis.

Quem fica com os direitos

São três coisas separadas:

  • A autoria é do fotógrafo. A foto é obra protegida (Lei 9.610/98, art. 7º, VII), e quem fotografa pode reproduzi-la (art. 79). Pagar a sessão não transfere a autoria.
  • O seu uso depende do contrato. A lei permite licenciar ou ceder os direitos (art. 49), e a cessão é feita por escrito (art. 50). Se o contrato não diz onde você pode usar, ele é lido de forma restrita, só para a finalidade combinada (art. 49, VI). Loja, marketplace, rede social, anúncio pago e embalagem: peça que tudo esteja escrito, com prazo.
  • A imagem de quem posa é da pessoa. O uso comercial depende da autorização dela (Código Civil, art. 20). Há estúdio que negocia, com a autorização da modelo, o uso da imagem por um ano, só para site e redes.

A lei também prevê o nome do autor na foto usada por terceiros (art. 79, § 1º): combine no contrato como fica o crédito. Em caso concreto, converse com um advogado.

Nosso conselho

Antes de pedir orçamento, faça a lista: quantos produtos, quantos ângulos, quais refletem, quais são roupa e onde as fotos vão aparecer. Com ela, dois orçamentos compram a mesma coisa, e aí dá para comparar o número.

Antes de contratar, pergunte

  1. O preço é por foto, por produto ou por peça?
  2. Quantos ângulos entram em cada produto?
  3. Tem quantidade mínima? A partir de quanto o preço cai?
  4. O que entra no tratamento? Recorte e fundo transparente estão incluídos?
  5. Os arquivos saem no tamanho que o meu marketplace pede?
  6. Quem paga o frete de ida e volta das peças? E se uma peça quebrar no estúdio?
  7. Em quanto tempo entrega?
  8. Onde posso usar as fotos, e por quanto tempo? Isso fica escrito?

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